DE PASSAGEM...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Marrocos 2010 - Parte-1


Com a ajuda do nosso Companheiro Haddock, e desde o Camping Municipal de Ouarzazate,aqui vai a publicação do texto que tenho feito ao longo destes dias.

06-05-2010 - EL KSIBA / LAC TISLIF / GORGES DU TODRA / TINERHIR / TIZMOUTINE - (253 (1.508) kms
E aqui estamos no Camping de Tizmoutine (N 31º27,30’- W 05º21,60’).
Um dia dificil de qualificar...IMPRESSIONANTE a travessia do Alto Atlas, paisagens DESLUMBRANTES, povoações saídas do meio do nada, com as crianças a correrem como loucas em direcção á estrada e em busca de alguma coisa, passar ao lado de um souk em Naour, que só de ver dava vontade de fugir, estradas com os estragos invernais bem visiveis,e até por uma ponte improvisada nós tivémos de passarmas como bons tugas que somos, o caminho era em frente.
No inicio do dia de hoje, ainda apanhámos algumas zonas bem verdes e que proporcionavam bonitas imagensDepois, bem, depois...passámos em locais, onde nem as fotos demonstram a aventura que fizémos...
Lá pelo meio do Alto Atlas, a paisagem começou a ficar bem diferente, e resolvi parar para tirar umas fotosE não é que ali mesmo, cheguei á brilhante conclusão, de que há quem seja bem mais doido que nós?
Não sei para onde ele ia...Não sei donde é que ele vinha...Já só o apanhei de costas...Junto ao albergue do Lago Tislif,onde fizémos a paragem para o almoço, com 3h 30m de viagem e 107 kms percorridos (façam lá a média e já vêm as estradas que apanhámos...), ainda hesitámos entre ficar por ali a tarde e pernoitar ou seguir, tal como previsto, direito a Tizmouline.
Ainda por cima tive a “preciosa” ajuda de um holandês, que a todo o custo me quiz fazer crer que entre Ait-Hani e as Gargantas do Todra, não havia estrada...Bem que lhe tentei explicar que tinha trocado mensagens no forum lemarocencampingcar, com quem tinha feito a ligação entre essas duas povoações por estrada agora alcatroada e já em Abril deste ano, mas ele continuava na dele, porque em 2009, ainda não existia...Para ele, o mundo deve ter parado neste ultimo ano
Mas que não, blá, blá, blá, e lá ficou com a dele.
Por acaso, ele optou por ficar lá junto ao lago, e, PELO MENOS, andou a fazer uma duzia de manobras em busca de local de estacionamento, enquanto nós, a almoçar na nossa casinha, nos deliciávamos a ver aquelas cenas...E graças a essa “preciosa” ajuda do sabichão holandês, resolvi mesmo arrancar dali.
Para a digestão da almoçarada, nada como o seguir viagem, sendo que o melhor troço de estrada que encontrámos, foi precisamente o que o dito holandês dizia que não existia.
Ainda não rolávamos há mais de 15 minutos, e eis que nova e maravilhosa imagem nos surgiu pela frenteAinda deu para ver a matricula desta moto-caravana...Era dum nuestro hermano espanhol.
Aqui, um parentesis e um agradecimento, á FAMILIA do forum lemarocencampingcar, para além de impagavel e nosso grande amigo bracarense ANTÓNIO RESENDE, pois aí foi bebida muita informação, quer em 2009 quer este ano, para as nossas viagens.
Na passagem nas Gargantas do Todraeram bem visiveis os estragos provocados pela água. No ano passado, tudo estava em muito melhores condições, aliás, tal como a estrada até Tinerhir.
Tal como tinha lido e relido, o inverno aqui por estas bandas, fez mesmo mossa.
Da travessia do Alto Atlas, apenas publico uma amostra das fotos que temosSe só de verem estas já nos devem chamar doidos e outros que tais, imaginem se vissem todas...
Talvez mais tarde faça um power point da travessia.
Visitar Marrocos não é, nem poderá ser, visitar Marraqueche, Casablanca e mais 1 ou 2 cidades...visitar Marrocos, é e será sempre, também entrar pelo interior, e visitar os recantos escondidos dos roteiros turisticos.
Muitas foram as crianças que hoje foram bafejadas pela sorte de receberem um brinquedo, um boneco, algo de material didático, etc. etc...
Nada de especial fizémos, apenas partilhámos com estas pobres crianças, “coisas” que pessoas amigas disponibilizaram e nos entregaram (verdade seja dita, muito mais á minha co-piloto que a mim) para que nós distribuissemos.
É isso que, á passagem junto a crianças, mas tendo sempre o cuidado de não deixar juntar muitas (torna-se demasiado perigoso para elas, e quem sabe, até para nós próprios), vamos fazendo, e dando apenas e só uma unidade, seja do que fôr, a cada uma
É que, seguindo esse principio, mais de 700 crianças receberão alguma coisa, por muito pouco que seja...
Não é muito, mas para quem está limitado a pesos e volumes, para quem optou por trazer coisas apenas para crianças, e apenas recebeu a colaboração de amigos que, por mera coincidência, até nada têm a ver com o auto-caravanismo, já não é mau.
Ámanhã, o itinerário sofrerá alterações, pois iremos até Ouarzazate, a cidade do cinema onde em 2009 estavam a produzir o BenHur-2, que entretanto já soube que se chama BenHur-2010, para um encontro com o nosso Capitão Haddock.
Inicialment, era directo a Mhamid, portas do deserto a sul de Zagora, mas porque vamos com avanço em relação ao previsto, fazemos um desvio...e será por uma BOA CAUSA...
Almoço, bem português, marcado no Camping Municipal, promessa de ser bem regado e um belo passeio de tarde pela cidade.
Antes disso, passagem obrigatória por El Kelaá M’Gouna, cidade das rosas, para, á semelhança do ano passado, comprar produtos regionais, todos eles á base de rosas.
Quem sabe se, amanhã, e graças ao nosso amigo Vitor Silva, poderei já inserir o texto relativo a estes primeiros dias...já nem falo em fotos, pois isso dependerá em muito da internet.
05-05-2010 - MEKNÉS / EL HAJEB / AZROU / AJABO / KHENITRA / EL KSIBA - 288 (1.255) kms
Fomos mesmo a unica AC a dormir naquele parque de estacionamento, mas áparte uns cães que resolveram botar faladura lá pelas 5 da manhã (sinal que estávamos mesmo bem guardados, e por apenas 30Dh), a noite foi de calma absoluta.
De manhã, visita ao mausuléu. Para o qualificar, apenas uma palavra: ESPECTACULAR.
As fotos falam por siA seguir, visita a uma exposição de artesanatoA foto tradicional de MeknésRegresso á nossa casinha e rumo a Azrou.
Pelo caminho a deslumbrante paisagem d’Ito, miradouro sobre o lado direito da via, com vales a perder de vista.
Passagem em Azrou, que tal como 90% das povoações, e á semelhança de 2009, estão com obras, sejam de águas, saneamentos ou pavimentações..., e direcção Al-Rachidia, não para ir até lá, mas subir á Floresta dos cedros.
Chegados ao alto, não foi preciso 2 minutos para logo vermos um macaco a atravessar a estrada e juntar-se á numerosa familia que por ali havia.
Ponto alto dessa visita ”zoológica”, terá sido ver recem nascidos ainda a cambalear e a terem de ser ajudados pelos progenitores de modo a aguentarem-se em pé. Uma das fêmeas estava mesmo bastante ensanguentada, pelo que não sabemos se essa cria não teria mesmo acabado de nascer.Fotos tiradas, tempo de almoço e toca a começar uma pequena aventura...cerca de 70 kms de estradas florestais, atarvessando a Floresta dos Cedros, e vendo mais macacos de onde em onde, Ajabo, Sources de l’Oum et Rbia, até chegar a Khénifra.Paisagens lindas e contrastantes, rebanhos e mais rebanhos,danos do inverno bem visiveis, e como que o entrar nas profundezas da pobreza de Marrocos.Não resisitimos a, de onde em onde, ir distribuindo brinquedos, lápis e canetas a crianças que nos acenavam á beira da estrada.Alguns deles, faziam o sinal de “escrever” na mão, dizendo “”stilo”, e quando parávamos pediam bombons....é evidente que apenas recebiam os lápis ou canetas, nada de guloseimas, como nos ensinam os nossos amigos e companheiros, já veteranos nestas andanças por Marrocos.
Viémos ficar a El Ksiba, embora não no local previsto, e que era o camping....realmente está mesmo fechado, mas logo nos encaminharam para um parque de estacionamento mesmo em frente a um aquartelamento do exercito.
Ámanhã, subir ao lago Tislit, em altitude de cerca de 3.000m, o que passará a ser nosso recorde, e seguir, em principio, até ao Campig de Tizmoutine, com passagem pelas já nossas conhecidas Gargantas do Todra.
E quem diria? 21,10h, desligar o computador e ir dormir.....Estamos a habituar-nos mal...E mais uma vez sem qualquer outra AC por companhia.

04-05-2010 - MOULEY BOUSSELHAM / SOUK A. RHARB / S. KACEM / VOLUBILIS / MEKNÉS - 190 ( 967) kms
Noite dormida na paz dos anjos, pequeno almoço tomado a bordo, pagar os 140 Dh pelas duas noites e a caminho de Meknés.
Tal como previsto, passagem em Souk-el-Arba-Rhab, Sidi-Kacem, Col du Zeggota, Volubilis, Moulay-Idriss e Meknés.
De referir que, a cerca de 25 kms de Sidi-Kacem, apanhámos 2 kms de estrada onde eram bem visiveis os estragos do rigor invernal.
Emboa não fizesse parte dos nossos planos, também a estrada directa de Sidi-Kacem a Meknés, se encontra cortada devido aos ravinamentos provocados pelas fortes chuvas.
Pelo caminho, aqui e acolá, fomo-nos cruzando com varias AC’s, com a curiosidade de que, até Sidi Kacem, apenas vimos belgas....a partir daí, as nacionalidades já iam variando.
Volubilis era ponto obrigatório de paragem e visita, fundada na época pré-romana, e que no século I se tornou numa das principais cidades da Mauritânia.
Antes da visita, aconchego do estômago com o almoço, que já eram horas.
Quem diria que, entre outras coisas, ali iriamos encontrar um Arco do Triunfo? e mosaicos com 2000 anos de existência...
Chegados a Meknés, não havia AC’s no parque de estacionamento que tinhamos referenciado (N 33º 53’ 22’’-W 05º 34’ 02’’). Ainda perguntámos a um policia, onde pernoitar, fomos encaminhados para junto da Esquadra central, mas ali chegados, um outro policia disse-nos que o parque estava em obras e o local aconselhado era precisamente o parque que já tinhamos em mente.
Não há que pensar mais, a caminho do dito, um lugarzito bem plano, e toca a sair para uma visita de charete á cidade imperialapós a qual ainda houve tempo para entrarmos pelos labirinto das ruelas da medina... ESPECTACULAR.
De seguida, regresso á nossa casinha, jantar, e, é claro escrever mais estas linhas para serem publicadas no blog, logo que haja oportunidade.
Para amanhã, há que ir visitar o impredivel mausuléu de Moulay Ismail, e seguir viagem até Azrou e a sua Floresta dos Cedros, onde certamente não iremos ver os macacos na neve, mas pelo menos, há que ver o seu habitat, isto é, a floresta dos cedros, e já agora...pode ser que esteja por lá algum.
A seguir...dependerá das horas, ou ficar num dos campings de Azrou, ou rumar mais a sul.

03-05-2010 - MOULEY BOUSSELHAM - 0 (777) kms
Passeio matinal, e pedestre, pela vila, incluindo o areal da praia, seguido de um outro, de barco, pela lagoa.
Estamos numa semana em que a maré está baixa (aqui, e ao que me dizem, as marés são semanais) e por vezes o nosso “marinheiro” teve de sair do barco e empurra-lo, dada a pouquissima altura de agua.
Ao longo do passeio de mais de uma hora, deu para ver aquela que é actividade principal das mulheres aqui na lagoa, a apanha da ameijoa. Semana sim, semana não, é a maneira de conseguirem o seu ganha pão. Para além das navalheiras e caranguejos, outra actividade piscatória importante é as enguias, mas, curiosamente, essa mais dedicada aos homens.
Quanto aos flamingos, só ao longe e de binóculos, pois a maré baixa não dava para aproximar mais.
Para o almoço, toca a fazer uma dieta...carapaus assados na brasa, com salada bem requintada, e regados com um branquinho do nosso amigo Vitor Nascimento de Alijó. Fresquinho, estava de estalo.
Tarde aproveitada para uns banhos de sol, e descansar o corpo e a mente.
É para isso que servem as férias.
Amanhã, e porque fui hoje informado dos estragos que as chuvas provocaram na estrada entre Ksar-el-Kibir (Alcacer Quibir, onde eu pensava ir encontrar o D.Sebastião...) e Chefchaouen, e afim de evitar fazer mais de 100 kms de ida e volta pela mesma estrada, foi decidido que ámanhã o destino será Meknés.
Eis a grande vantagem do auto-caravanismo, liberdade de escolha e alterar as rotas previstas.
Sem stress, que esse ficou em casa.
De qualquer modo, a passagem em Chefchaouen continua a fazer parte dos nossos planos, alterando a visita para o final da viagem e já no regresso a Tanger.

02-05-2010 - ASILAH / LARACHE / MOULEY BOUSSELHAM - 97 (777) kms
Madrugámos...
Com as mudanças de horas, nem nos apercebemos que ainda eram 7 da manhã quando nos levantámos...
Já estávamos acordados, havia solinho lá fora, e no telemovel marcava 8 horas...
Pequeno almoço, e lá fomos passear pelas ruas de Azilah...quando nos apercebemos que era menos uma hora...
Logo á saída, a “marcação cerrada” do vigilante continuava...mas que raio, como é que ele adivinhava que eu ia bem “servido”? Mas ia ter azar, coitado...
Percorrer as ruas quase desertas da medina “portuguesa” de Azilah, até que nem foi má experiência.
Ver, a pouco e pouco, as lojas a abrirem e os mostruários a serem colocados, é como que ver nascer o dia.
Aproveitar para uma ida ao mercado local, e comprar algum peixe, neste caso, carapaus e petingas, que aqui não há ASAE....felizmente diria eu.
Regresso á nossa casinha, e lá estava a “melga”, logo a seguir-nos qual cão de guarda até á porta da AC. Levou uma cervejita e nada mau...p’rás melas é assim...vá lá que não foi Xeltox...
Motor em marcha, direcção Larache, também ela uma vila piscatória.
Achámos Azilah mais limpa e arrumada, mas, Larache é bem maior.
Ao passar junto ao parque de campismo, vimos por lá muitas AC’s, e a partir daí.....um calvário até Moulay Bousssselham, com 30 kms de estrada (P4214), ladeada de campos cultivados até perder de vista. Batatas, morangos, milho, trigo, e outras que nem identificámos
Bonito de ver o aproveitamento das terras, mas péssimo e INTERDITO a AC’s..., se bem que ainda nos cruzámos com uma francesa.
Buraco atrás de buraco, cratera atraz de cratera, fugir ora para uma berma ora para outra, mas, nas calmas e sem perder a paciência lá chegámos ao destino já nosso conhecido, o camping onde, em 2009, nos vimos obrigados a interromper as nossa férias (N 34º52,67’-W 06º17,17’).
Por sinal o funcionário ainda é o mesmo, e quando lhe disse a estrada por onde tinhamos vindo...deitou as mãos á cabeça e chamou-me doido...enfim, coisa que eu não soubesse já, mas é sempre bom ter a certeza..., ainda mais, dito por um marroquino.
Estacionados para 48 horas, por 6,4 €/dia, com electricidade incluida e em zona “relvada”, parque calminho á beira da lagoa Merja Zerga, mesmo junto ao Atlantico, toldo aberto...sim que aqui é PARQUE DE CAMPISMO e há que aproveitar, estreia do encerado comprado recentemente, cadeirinhas e um belo banho de sol pela tarde.
Muitas AC’s por aqui, certamente mais de 40, ao contrário de Junho 2009, onde havia 3 ou 4.
Aliás, nota-se bem que a invasão auto-caravanista, está de regresso ás suas origens...
Ontem, em Tanger, éramos a unica AC a sair do ferry, para o qual já estavam 8 alinhadinhas para entrar... E hoje, enquantos circulávamos na N1, cruzámo-nos com imensas em sentido contrário, fora as que viamos também a circular em direcção a Tanger, na auto-estrada, pois há troços em que as duas vias são práticamente lado a lado.
Para ámanhã, aproveitar para ir dar um passeio a pé até á povoação, compras, e ir á praia, com duas opções, ou no Atlantico, ou atravessando a lagoa de barco, e “aterrar” no areal da duna que separa a lagoa do oceano.
Á noite, tempo para ver o “Idolos” marroquino onde, tal como em Portugal, também aparecem uns cromos jeitosos, ir preparando texto e fotos para colocar no Bolg...não sei quando...e ainda falar com o Amigo e Companheiro Hadocck, que está lá para as bandas de Merzouga, e que apanhou hoje com 38º dentro da AC...Não está mau, atendendo a que estamos no inicio de Maio...
O nosso encontro, continua pensado para daqui a uma semana, em Zagora ou Mhamid.

01-05-2010 - ALGECIRAS / TÂNGER / ASILAH - 66 (680) kms
Ainda antes das 9h já tinhamos em nosso poder os bilhetes para a travessia, vendidos pelo próprio Gutierrez, e acompanhados da já habitual garrafa de cidra e do “cake”.
Foi-me dito que teríamos o ferry rápido ás 11h...mas aí começou a parte menos boa do dia.
Não só não houve ferry a essa hora, como o seguinte, das 13h, saíu, já passava das 14...e após a habitual hora e meia de viagem, eis que, por falta de cais disponivel no porto de Tanger, ficámos mais hora e meia parados no Milenium Tres, para atracar.
Enfim, precalços...
Já tinha o AT preenchido, mas mesmo assim os “habitués” lá do sitio ainda vieram pendurar-se numa “propina”...Depois de 2 ou 3 insistências, lá desistiram.
Saída da alfândega e logo trocar euros por dirhans, com o câmbio a 1€=10,929Dh.
Passo seguinte, primeiro teste ao nosso novo mapa de Marrocos (Tom Tom).
O destino era o Hiper Marjane, já na estrada para Larache, cujas coordenadas foram inseridas na altura.
Digamos que a Tótó nos quis meter por uns caminhos de cabras, e....tanto tentou que lá conseguiu, com a agravente de ter sido num local onde havia personagens que nao inspiravam lá muita confiança.
Mas lá chegámos ao Marjane, para comprar um numero de telemovel marroquino, por 20Dh e com 10 de chamadas, que, ao que me informaram dará para cerca de 2 minutos e meio de conversação. A ver vamos se é assim, mas o melhor será recarregar rápidamente, não vá acontecer algum imprevisto e ficar a meio duma chamada.
O Marjane estava a abarrotar e, juntamente com o já ter passado por 2 ou 3 grupitos de miudos que se colocavam quase a meio da estrada, sabe-se lá com que intenções, criou-me uma sensação de insegurança dificil de explicar, e da qual só me livrei quando arrancámos em direção a sul.
Decididamente, não gosto mesmo de Tanger.
Seguiram-se compras no hiper, pois este ano, e face á experiência de 2009, resolvemos vir mais leves até cá, e abastecermo-nos aqui.
E por falar em abastecer, logo de seguida e mesmo ali ao lado, eram horas de abastecer a AC.
Gasoleo a 7,34Dh/Lt, o que equivale a....mordam-se lá de inveja...0,672€/Lt...que tal? Falando de escudos...105$00 a menos em cada litro.
Dava jeito um atrelado para levar uma meia duzia de bidonzecos de 200Lt no regresso a casa.
Depois, inico da viagem para Moulay Bousssselham, destino inicialmente previsto para o dia em terras marroquinas, mas que, face aos atrazos verificados com a travessia do Estreito de Gibraltar, logo fez prever um plano B, que passava por ficar em Azilah ou em Larache.
Nos primeiros kilómetros para sul de Tanger, policias com as maquinas de filmar (radares) pareciam cogumelos...não havia rotunda onde eles não estivessem.
Com calma e com o stress deixado em casa, lá fomos indo, e mal chegámos á entrada de Azilah, nem hesitámos e toca a juntar a nossa AC ás mais de 2 dezenas que se encontravam no parque de estacionamento indicado no Guia Gandini (N 35º29,70’-W 06º02,25’). Com vigilante, 35Dh e, ao contrário do que indicava o Guia, nada de ruidos, isto é, o indicado para uma noite de paz e sossego, agora sim, caso para dizer...JÁ EM FÉRIAS.
Tempo para jantar, preparar umas coisas no portatil e toca a dormir, não sem que tivesse de aturar o guarda do parque a “colar-se” a “um pouco de vinho”...até á porta veio bater.
E logo eu, que detesto “melgas”...
Há quanto tempo não me deitava ás 21,30? Já nem me lembro.

30-04-2010 - CAMARATE / ALGECIRAS - 614 kms
Eram 16 horas quando saímos de casa rumo a Algeciras, onde viriamos a chegar á 1 da manhã (PT).
Na preparação da viagem, e dada a experiência de 2009, nada de muito especial, áparte o termos adquirido uma 2ª cassete quimica, por sinal rigorosamente a metade do preço que nos tinha sido pedido pelo representante da marca da nossa AC, e onde a mesma tinha sido adquirida...
Viagem feita a dois, já que optámos por deixar ficar em casa o 3º elemento, o Lance.
Tudo estava tratado, inclusivé a analise da anti-raiva, mas ainda não está “pronto” para uma estadia tão prolongada fora do seu quintal, e, para nós, acaba por ser muito menos preocupante.
Esperemos que em Julho já esteja em condições de ir aos Pirinéus ver o seu homólogo LANCE Armstrong.
Pelo meio, 614 km, já incluindo pequenos desvios que fizémos após Jerez de la Frontera, em busca de uma bomba de gasolina, pois, apesar de ter a noção de que o gasóleo daria até terras marroquinas, nunca é bom deixar chegar o depósito até perto do final da reserva.
Uma paragem de 50 minutos para um jantar na AC e nas calmas, aconteceu em Jabugo, pacata terra muito ligada aos presuntos e afins, já em solo de nuestros hermanos.
Chegados ao parque de estacionamento do Lidl, destino já nosso conhecido, tempo de contar mais 19 AC’s já ali estacionadas, fora duas a três dezenas mais, que se encontravam nas cercanias da agência Gutierrez.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Chegou o dia..............

Chegou o dia...
Agora, é pensar em recuperar fisica e psiquicamente do desgaste a que tenho sido sujeito nos ultimos tempos, quer a nivel de saude, quer profissional, sendo que neste ultimo, as coisas estão muito longe de estarem famosas.
Daqui a cerca de meia hora, iniciaremos as férias 2010.
600 são os kilómetros que nos separam do parque de estacionamento do Lidl em Algeciras, local onde iremos pernoitar, de modo a que, ámanhã ás 9h levantemos as passagens para a travessia.
Um dia destes darei noticias...

domingo, 18 de abril de 2010

Marrocos 2010

Pois é, Marrocos 2010 está aí á porta.
Dia 30 de Abril, ao final da tarde, será tempo de rumar até Algeciras, onde, no dia seguinte, 1 de Maio, tencionamos apanhar o ferry das 8h 30m para atravessar o Estreito de Gibraltar, pisando solo marroquino cerca das 11 horas.
Depois....bem, depois será, se tudo correr bem, 1 mês de viagem e repouso nesse país tão cheio de contrastes.
Aproveitaremos para entregar a algumas crianças, roupas, brinquedos e material escolar, que fomos arranjando desde a viagem de 2009.
Se entretanto alguém quiser enviar mais alguma coisa, desde que seja leve...que entre em contacto comigo.
O factor "peso" e a limitação a que obrigatóriamente estamos sujeitos, leva-nos a não poder transportar tanto quanto seria nosso desejo.
Quanto a itinerário, eis a nossa previsão:

DIA ITINERÁRIO
31 Casa-Algeciras
1 Algeciras-Tanger-Mouley Bousselham
2 Mouley Bousselham
3 Mouley Bousselham-Ksar el Kebir-Chefchaouen
4 Chefchaouen-Souk el Arba du Rharb-Meknés
5 Meknés
6 Meknés-El Hajeb-Azrou-Ifrane-Azrou
7 Azrou-Khenifra-El Ksiba-Lac Tislif
8 Lac Tislif-Amellago-Tinerhir (240/120)
9 Tinerhir-Mhamid
10 Mhamid
11 Mhamid-Tata
12 Tata-Guelmim-Plage Blanche
13 Plage Blanche
14 Plage Blanche-Sidi Ifni
15 Sidi Ifni
16 Sidi Ifni
17 Sidi Ifni-Agadir
18 Agadir
19 Agadir-Marrakech
20 Marrakech
21 Marrakech-Casablanca
22 Casablanca
23 Casablanca-Mouley Bousselham
24 Mouley Bousselham
25 Mouley Bousselham
26 Mouley Bousselham
27 Mouley Bousselham
28 Mouley Bousselham-Asilah-Tanger
29 Tanger-Algeciras-Monsaraz
30 Monsaraz-Casa

Graças ao farmeville...até vamos ter uma "guia" especial (vizinha) em Casablana...

Ausência...

Há mais de um mês que nada escevia aqui no blog.
Os motivos foram vários, mas com principal destaque para problemas de saúde que me atiraram para uma baixa médica imprevista, e consequente falta de vontade (e de matéria) para vir aqui escrever.
Foi-me valendo um entretém que me arranjaram, de nome Farmeville, viciante, mas não mais que o auto-caravanismo...
Mas estou de regresso, e, em primeiro lugar, para desejar a 2 amigos meus, excelentes viagens, entretanto já iniciadas.
São eles:
David Estrela, cujos 4 meses e meio de "Rota da Seda" pode ser acompanhada AQUI
E o Vitor Silva, mais conhecido pelo Capitão Haddock, que entrou hoje em Marrocos para 2 meses e meio de aventura, a qual vai sendo relatada AQUI
Ao Vitor, também um "até já", pois dia 1 de Maio, também nós estaremos a entrar nesse país, onde temos agendado um encontro bem regado lá para a zona de Zagora, mas disso falarei numa outra mensagem.

terça-feira, 2 de março de 2010

A propósito da tragédia na Madeira.

Muito se tem escrito, muito se tem falado, mas para a malfadada história, o que fica são as mais de quatro dezenas de vitimas mortais.
E onde fica a mão do homem no meio desta tragédia?
Para que terão servido os estudos feitos no passado, por exemplo este estudo sobre o IMPACTE AMBIENTAL PROVOCADO PELA CONSTRUÇÃO SUBTERRÂNEA NA BAIXA CITADINA DO FUNCHAL, realizado em 2005?
Ou então, esta reportagem, com menos de 2 anos, na RTP2?Porque é que tudo caiu em saco rôto? Será que, nem mesmo depois desta tragédia, vão acabar os atentados ao ordenamento territorial? E os culpados? Será que não há? Da minha parte, uma singela homenagem ás mais de quatro dezenas de inocentes vitimas mortais, e um abraço ás suas familias.
Força Madeira.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Momentos de "loucura"

Numa de arrumação de ficheiros no computador, foi dar com 2 pequenos videos, feitos na Isla Mágica, dia 2 de Novembro de 2008. Era domingo, fiquei por Sevilha nesse fim de semana, e foi até á Isla Mágica. A montanha russa era fabulosa.....

Então e que tal experimentar? E assim foi...

Juro que esses gritos histéricos eram todos "made in nuestros hermanos".
Mas também confesso que, quando pus os pés no chão, não sabia se estava em Espanha ou Portugal.
Ahhhhhe a máquina não fugiu das mãos...
Em casa, quando souberam, e pior ainda quando viram as imagens, deixaram-me as orelhas a arder...
Enfim, um momento de perfeita "loucura"...sadia

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cachorros para dar

Recebi um mail da Drª Teresa Banazol, Vetrinária da nossa "fera", dando conta de uma ninhada de cachorros para dar, cruzados de S Bernardo com Serra da Estrela, e nascidos a 25 de Janeiro de 2010.
Pais com óptimo carácter.Se alguém estiver interessado, entre em contacto comigo, e eu encaminharei para quem de direito.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Marrocos - 2010

Falando de Marrocos.
Após as férias-2009 um pouco "atribuladas", mas nada que não estivéssemos já á espera, voltaremos a Marrocos no próximo mês de Maio.
Tal como ficou combinado no momento de decidir o regresso no passado dia 21 de Junho, será no mesmo local, Mouley Bousselham, que iremos pernoitar dia 1 de Maio, partindo á descoberta de novos locais e não deixando de voltar a visitar alguns já conhecidos.
A experiência do ano passado, só possivel graças á consulta de blogs e fóruns sobre Marrocos, levou-nos a tomar a iniciativa de fazermos a "limpeza" a alguns materiais didáticos que havia cá por casa e já não eram, nem seriam mais, utilizados.
Aqui e ali, fomos distribuindo pelas crianças que viamos dirigirem-se ou regressarem das escolas.
O sorriso e satisfação que vimos naqueles muitos pares de olhos, levou-nos a decidir fazer este ano a mesma coisa, ou ainda algo mais.
Se em 2009, apenas levámos material escolar, para este ano, já fomos preparando alguns sacos com roupas de criança, brinquedos e algum calçado, que de nada já servem cá por casa.
Diria que é "2 em 1", faz-se limpeza e vai-se dar a quem muito precisa.
Quanto a material escolar, este ano, e face á "limpeza" feita no ano passado, estou pior, mas ainda se vai arranjando qualquer coisa.
Se algum de vocês quiser ver-se livre de algum material desse, e se quiser que o mesmo siga até Marrocos, poderá contactar-me por mail ou deixando contacto aqui nos comentários, e logo se arranjará maneira de o recolher a tempo.
Mas atenção: eu vou de autocaravana, e não de camião ou numa qualquer caravana humanitária...portanto, limitado a peso e volume, isto é, tudo o que puderem e quiserem disponibilizar, nunca poderá ser em grandes quantidades.
A preparação da minha viagem já começou, esperando sinceramente que, lá pelo meio, o meu caminho se cruze com o do nosso companheiro Hadock, quanto mais não seja para bebermos uns "canecos".
Boas voltas
MV

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O autocaravanismo na TVI (3) - Video

Tal como prometido, e graças a um velho amigo meu das bikes, aqui ficam as imagens da TVI, onde, a fazer fé nos comentários em fóruns, mails, telefonemas e sms’s de muitos companheiros, o AUTOCARAVANISMO saiu dignificadoObrigado á TVI por se terem lembrado de nós e pelo “tempo de antena” que concedeu á FAMILIA AUTOCARAVANISTA, e ao meu amigo Costinha, pelo trabalho de gravar, converter e facultar as imagens.

O autocaravanismo na TVI (2) - Questionário

Para que a mensagem sobre "O autocaravanismo na TVI", não ficasse tão extensa, e por sugestão de quem entende muito mais do que eu, do mundo da blogosfera, resolvi criar uma outra mensagem, onde partilho convosco, as perguntas e as respostas por mim dadas ao tal questionário que me foi enviado, retirando-as assim da mensagem inicial.

- Quando e porquê começou a se interessar por autocaravanismo?
Tal como muitos outros, também eu, nos meus tempos de juventude, acampei por diversas vezes. Os anos foram passando, as auto-caravanas foram aparecendo, a vontade de experimentar essa vertente de turismo itinerante era muita, mas tempo não havia, já que os meus fins de semana, durante vários anos, estavam sempre ocupados com outras actividades de âmbito desportivo. Em 2007, esse tempo começou a aparecer, e em Agosto comprámos uma AC usada, como que para fazer uma experiência. O resultado foi positivo, a sensação de maior liberdade e facilidade nas deslocações era notória, o bichinho cresceu ainda mais, trocámos para uma nova em Junho 2008, e com ela, sempre que possível, vamos saindo , em busca do desconhecido, do sossego, do convívio com os amigos, como seja a vontade nessa altura.
- Qual é o seu perfil de autocaravanista?
Entendo que sou um auto-caravanista consciente, cumpridor das regras de respeito, não só pelos outros, mas também pela natureza, interessado, quer na procura de locais e patrimónios culturais, quer de sítios calmos e sossegados, para repouso absoluto e aliviar o stress do dia a dia da actividade profissional e acima de tudo, contribuir para a imagem positiva do autocaravanismo, como modalidade de turismo itinerante, que de resto é o anseio de todos os verdadeiros auto-caravanistas.
- Para si, o autocaravanismo é um hobby ou um modo de vida?
Neste momento e no meu caso pessoal, ainda longe da reforma, e sem saber se quando lá chegar ainda terei direito a ela, só pode mesmo ser um hobby. Quem sabe se, um dia mais tarde, também pode ser encarado como modo de vida, não a 100%, mas com uma percentagem de aproveitamento bem superior á actual.
- O que é que sente quando inicia uma viagem e o que é nunca pode ser esquecido?
Tomando como referência viagens grandes, tipo férias, claro que existe sempre ansiedade, felicidade. Nunca pode ser esquecido? Tanta coisa…em relação á AC, para além do trivial da verificação dos níveis de óleos, água, pressão dos pneus, etc, também, outras coisas mais especificas, como sejam os detergentes apropriados para o depósito de águas cinzentas (chuveiro, lavatório e lava-louças) e para a cassete química, os quais deverão partir vazios. Abastecer de água potável (no meu caso, o depósito é de 125 lt), verificar se todas as portas da célula estão devidamente fechadas, como sejam armários, gavetas, roupeiros, frigorifico, etc. Se for em relação a nós pessoalmente, nunca podemos esquecer de deixar o stress em casa, pois autocaravanismo é disfrutar a liberdade e sem stresses. Também nunca nos podemos esquecer que a nossa liberdade de autocaravanistas, começa onde acaba a dos outros, tal como termina onde começa a deles. Nunca nos podemos esquecer do civismo em casa, ele faz sempre em falta, no dia a dia, hora a hora, respeitando os outros, pois só assim poderemos ser respeitados. Acessórios? Máquina fotográfica SEMPRE.
- A duração máxima de tempo que “viveu” numa autocaravana, disse-me ontem, foram 30 dias consecutivos. Como é que se sente dentro de uma autocaravana? O veículo chega a ser uma “casa” para si?
Sentimo-nos como em casa, pois é de uma casa que se trata. Poder-se-á dizer que é uma casa em miniatura, ou uma “casinha”. Não se tem todo o espaço que se tem numa casa, mas temos tudo o que é essencial e nos faz falta. Inclusivé, e no nosso caso, até temos aquecimento central, coisa que não temos em casa.
- Pelo que percebi é uma pessoa activa e interessada no autocaravanismo que se pratica em Portugal, com participação em blogs e clubes da actividade. Porquê esta vontade de partilhar com os outros as suas experiências?
Sou sócio do CAS, e realmente, outros companheiros, empurraram-me para fazer um blog, afim de também poder partilhar as experiências que vamos tendo. E, sem qualquer duvida, é nos blogs dos nossos companheiros, que vamos buscar muita da informação que necessitamos, ao querer programar uma ida a sítios para nós desconhecidos. Daí que, a vontade de partilhar, seja tão grande ou maior que a vontade de ir colher informações igualmente partilhadas pelos outros. Acho que isso se deve ao espírito autocaravanista, que não é mais do que, com as nossas experiências, tentarmos ajudar os outros no bom e no mau. Se achamos bom, gostamos que os outros também partilhem disso e se achamos mau, é um alerta para que outros não caiam nos mesmos erros. Auto-caravanismo, também é dar e receber, é ajudar e ser ajudado.
- Consegue identificar a melhor e a pior experiência vivida enquanto autocaravanista?
Quanto á melhor, é difícil apontar apenas uma. Não podendo esquecer a beleza da Cote d’Azur, a experiência de Marrocos, foi imensamente enriquecedora. Os contrastes das paisagens, o pôr e nascer do sol nas dunas de Merzouga, o sentir naquele povo, que pouco ou nada têm, que um simples sorriso nosso é como se estivéssemos a dar-lhes um tesouro. O sorriso daquelas crianças, quando lhes dávamos um lápis, uma caneta ou uma borracha, não tem preço. A felicidade deles contagiava-nos. A hospitalidade que lá sentimos, terá sido a nossa maior experiência na ainda curta vida auto-caravanista. Este ano, em Maio, vamos lá voltar, e fizemos questão de, a pouco e pouco, ir separando roupas, brinquedos e outras coisas que já não fazem falta em nossa casa, afim de levarmos para lá. Quanto á pior, essa é fácil. O assalto que nos fizeram, num parque de estacionamento em Santa Apolónia, enquanto tínhamos ido ver o fogo de artificio na passagem de ano 2007/2008. Ás 00,25 já estávamos a apresentar queixa da esquadra (por sinal a queixa 01/2008 na PSP de Lisboa) e dali só saímos já perto das 2 e meia da manhã. Saímos, mas ainda que sem documentos da AC (apenas com uma declaração amavelmente passada lá na esquadra, em como os mesmos tinham sido roubado) não deixámos de seguir para o destino previsto…Serra da Estrela. Felizmente não temos qualquer outra má experiência. Nesse aspecto somos uns sortudos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O autocaravanismo na TVI (1) - Bastidores

O autocaravanismo esteve hoje presente na TVI.
Na sequência de uma pesquisa feita em blogs e sites ligados a esta actividade, a produção do “Você na TV”, através da Jornalista Vera Sobral, contactou vários companheiros praticantes desta forma de turismo itinerante.
Acontece que, alguns deles, não se sentindo á vontade para participar, como que passaram a palavra a outros, reencaminhando o mail recebido, e sabendo das eventuais disponibilidades.
No que me diz respeito, a palavra foi-me passada no dia 7 deste mês, pelo João Morgado, autor do blog As minhas Viagens, e, porque nesta semana mais curta iria estar por Lisboa, acedi e disponibilizei-me a dar o meu modesto contributo.
De imediato ele passou o contacto á referida jornalista, que, ao falar comigo, pretendia encontrar companheiros nossos que tivessem experiência de “meses” seguidos de autocaravana.
Bem, por mim, essa experiência continua, era apenas de um mês, e lembrei-me do bracarense Resende, ele que já tem um largo “cadastro” de viagens e que tanto me ajudou na preparação da minha ida a Marrocos no ano passado.
Pediu-me que falasse com ele, para saber se estaria disponível, e assim fiz.
Depois, passei o contacto a ela e também ao Matos do CAS, o qual também já tinha sido "empurrado" por outro companheiro que não podia aceitar o convite.
No primeiro contacto, e porque pretendiam mostrar a vivência ao longo de muito tempo seguido numa AC, (chegaram-me a falar de "fazer a vida" numa AC, ao que fui alertando que, fazer a vida numa AC, que eu soubesse, só gente do leste ou dos gangs de assaltos...) ainda fiquei receoso do “produto final”, mas desde logo fui incutindo na Vera Sobral, a necessidade de ser apresentada a imagem do verdadeiro autocaravanista, daquele que respeita os outros, a natureza, os códigos, enfim, do civismo, e não do autocampismo, cujas implicações nos vão causando alguns dissabores, pois “comemos todos por tabela”.
Aliás, há que dizer que o programa, inicialmente, teria o titulo "A vida numa Eutocaravana", mas acabou por se chamar "Férias numa Autocaravana".
Fiz-lhe ver a necessidade de ser mostrada a manutenção de uma AC, para ser visto o que se deve fazer. Faltava saber onde se iria fazer isso.
Paralelamente, nos contactos com o companheiro Matos, acertaram que iam á Batalha no dia 14, local onde se encontrariam os participantes no encontro do CAS.
Diria que se juntava o útil ao agradável, pois eu também iria lá estar, e assim, a Área de serviço já estava encontrada, pois a Batalha é amiga do autocaravanismo, e temos ali uma infraestrutura daquele tipo, á nossa disposição.
De seguida, havia que responder a um questionário, o qual, pelo alinhamento do programa de hoje, deduzo que tenha servido para fazerem o guião.
Essas perguntas e as respostas por mim dadas, encontram-se numa outra mensagem, imediatamente após esta.
Também me foram solicitadas fotos de locais visitados, afim de seleccionarem algumas para apresentar no directo de hoje.
No domingo, lá estávamos todos na Batalha, e por curiosidade, a apreensão da jornalista, era em relação ao não ser aconselhável ver imagens dos dejectos sólidos…Claro que lhe fui logo dizendo que não se preocupasse, pois com o produto químico que lá se coloca, tudo fica desfeito, bem cheiroso e com cor esverdeada.
Depois, foi o preparar algumas dicas consideradas importantes de referir no directo, assim houvesse oportunidade.
Ontem á noite, era a hora de pernoitar num parque de estacionamento da TVIe de conhecer um outro companheiro que também ia estar presente, de seu nome David Estrela, morador nos arredores de Arruda dos Vinhos e autor do site Estrelas na rota da seda
Amena cavaqueira até perto da meia noite, onde aproveitei para conhecer o Danibeja, mais um “doente” do autocaravanismo, e que amavelmente foi ter comigo afim de esclarecermos algumas duvidas sobre as legislações em vigor.
Noite chuvosa, mas nada que me tirasse o sono, pois já vinha com a rodagem feita, fruto das duas noites anteriores, dormidas em Tomar, e ambas bem molhadas.
Ás 7h30m havia que estar a pé pois seria gravado o pré-genérico, a apresentar antes do inicio do programa.
Confesso que ainda nem vi as imagens, pois na altura em que foram para o ar, não estávamos no interior do estúdio, mas sim á porta do mesmo. Mais logo quando chegar a casa, já sei que, a fazer fé nas palavras da Vera Sobral, estava com uma cara de sono, impressionante (eu bem que a vi a rir-se por traz do Goucha)…pudera, ter de acordar ás 7h, tinha de fazer mossa.
Indicação recebida para estar ás 8h45m na recepção, e a partir daí, mais uma amena cavaqueira dos 3 personagens, seguindo-se ligeira maquilhagem.
Um susto…quando ao ir ocupar o lugar de onde saía a Cristina Ferreira, dou com ela da minha altura…algo não batia certo, não era essa a ideia que tinha dela, mas enfim. Depois, já em estúdioe antes do programa, descobri o enigmaTempo para colocação de microfonese ainda para fazermos umas fotos, aproveitando a tecnologia ali ao disporFoto do trio da vida airada…Preparação da entrada atraz do Goucha, com o pormenor de termos ali uma camera-womanDepois…bem, depois, acho que se conseguiu dar uma imagem do verdadeiro autocaravanismo, do civismo, do respeito, enfim, dos valores que nós defendemos.
Tinha pedido para ser o ultimo a intervir, e assim foi, não porque as câmaras ou os microfones me assustem, mas porque sabia que os 2 companheiros iriam ser mais metralhados pelas experiências já tidas, a intenção era ouvir o que eles iriam falar, para além dos comentários ás fotos, e poder complementar eu depois com mais algumas achegas.
Após várias reportagens, quer em televisões, quer em jornais, que tão má imagem têm passado da nossa actividade, de que é exemplo o DN de sábado passado, para cujo teor nem encontro adjectivos, e muito sinceramente, penso que se conseguiu atingir os objectivos, não todos, obviamente, pois muito haveria para dizer e “arrear” nos prevaricadores, mas pelo menos, ficou o essencial.
Fomos 3 simples autocaravanistas, sem representar clubes, associações ou seja lá o que fosse, que estávamos ali, única e simplesmente para ajudar um colectivo que tão mal tem sido tratado.
Pela minha parte fiz o que pude. Eles também, e não esquecer ainda o Matos na entrevista na Batalha, pese embora o facto de eu mal ter visto, tanto essas imagens, como as da manutenção da AC, pois enquanto passavam esse video, estávamos em conversas cruzadas com os apresentadores.
No intervalo que se seguiu, tive oportunidade de, logo ali (e porque no directo já não consegui meter a “bucha”) agradecer ao Manuel Luis Goucha, em nome da Família Autocaravanista, a maneira como apresentaram o tema, salientando que, finalmente, o autocaravanismo tinha sido visto pela positiva e não pela negativa, como tem acontecido no passado recente, tendo-lhe dado o exemplo do DN.
Para que conste, a resposta dele, imediata, foi: “calma aí, autocaravanismo é isto de que falámos, é em autocaravana… campismo, é nos parques de campismo, e há que denunciar quem infringe”.
Pensei de imediato: “ás vezes as surpresas vêm de onde menos se espera…”
Pelos vistos ele tinha feito os trabalhos de casa e a lição estava bem estudada. Diria que bem melhor do que qualquer um de nós possa pensar.
As “tristes figuras” só á noite as vou poder ver, pois a box ficou programada para gravar.
Para quem tem solicitado a visualização das imagens, apenas posso dizer que, da parte da produtora foi-me garantido ontem á noite que não era possível pois há mais de um ano que há quem espere por elas e não as arranjam.
Contactei um amigo meu, que me disse que iria gravar, e depois arranjaria maneira de me enviar um link…estou a aguardar, mas quando, e se, chegar, logo o partilharei com todos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Neve no centro do país

Noite de neve no centro do país.
Santa Cruz da Trapa, pacata aldeia do concelho de S. Pedro do Sul, acordou hoje isolada do resto do mundo e com esta paisagem:


Obrigado á "fotógrafa" que, certamente a bater o dente de frio, captou estas fotos.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Praia da Figueirinha

Hoje, e para variar, pernoita junto á praia da Figueirinha (N-38-29-05; W-08-56-34).
O Lance fez hoje o seu primeiro amigo.
É o Cid, companheiro do nosso amigo Américo, o tal que no
dia 12/04/2009, na Aldeia da Estrela, e sem mais nem menos, arranjou uma fractura dupla na perna direita...
Tinhamos acabado de passar junto ao Hospital do Outão, falámos do Américo....e andávamos nós a passear á beira mar, e aparece ele com o Cid...
Enfim, coincidências.
E para abrir o apetite de quem queira vir até á Figueirinha, eis o pôr do sol de hoje:Estão aqui mais quatro AC's, sendo que duas são francesas.
Tudo em ordem, e numa de "autocaravanismo", que é o mais importante.

08-02-2010 - Nota:
O texto em bold e itálico, foi re-inserido após ter sido alertado pela amiga Ana Pressler, que algo não fazia sentido...
Realmente, sei que escrevi, tal como agora se encontra, mas estranhamente "desapareceu".
A quem entendeu que o Lance tinha fracturado algo, o meu pedido de desculpas, pois o texto apareceu dando a ideia que era isso que tinha acontecido.
E a culpa já estava a ser do Moscatel de Favaios...
Obrigado Ana

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vitória Lusa na Austrália

Na passada madrugada disputou-se a 3ª etapa do Tour Down Under, primeira prova da época do pelotão profissional, e a vitória sorriu ao Manuel Cardoso, o nosso tuga da Footon Cervetto, no seu ano de estreia no pelotão Pró-Tour, deixando Alexandre Valverde e o campeão mundial Cadel Evans, respectivamente em 2º e 3º lugares.Parabéns ao nosso campeão nacional em título, e que por isso, ostenta as cores nacionais no seu equipamento.
Já tinha saudades de ver uma camisola dessas (com o verde e vermelho sobre fundo cinzento) a vencer uma prova no estrangeiro, e eu tive esse privilégio, no dia 10 de Junho de 2000, dia de Portugal, na 2ª etapa da Volta á Extremadura (Espanha) de ver uma jovem portuguesa, na altura campeã nacional de Juniores, a levantar os braços no final da etapa, como vencedora da mesma.Perdoem-me esta comparação, sei que são vitórias bem distintas, mas são momentos demasiado raros, e que quando se vivem, como eu vivi alguns...
São momentos em que, mais do que nunca, se sente o "país" em que nascemos.
Força Manel, mais vitórias hão-de sorrir-te, e em Julho lá estaremos nos Pirinéus, para apoiar a ti, ao Sérgio, e esperemos que a mais alguns portugueses que este ano fazem parte das equipas Pro-Tour.