quarta-feira, 14 de julho de 2010
21 Anos depois...
Após as 5 vitórias de Joaquim Agostinho (2 em 1969, 1 em 1973, 1 em 1977 e 1 em 1979), 1 de Paulo Ferreira em 1984 e 3 de Acacio da Silva, em 1987, 1988 e 1989, hoje foi a vez de SÉRGIO PAULINHO conquistar a 10ª vitória portuguesa nessa prova mitica.
E logo no dia nacional de França.
Para o SÉRGIO, um grande abraço meu e beijos do resto da familia.
Foi mais um momento que gravaste a letras de ouro para a modalidade, num país onde só o futebol é que conta...
Dentro de dias, lá nos encontraremos nos Pirinéus, onde espero que tu e o Rui possam voltar a brilhar e assim poderem dar-nos mais alegrias iguais á que nos deste hoje.
OBRIGADO SÉRGIO
FORÇA TUGAS
domingo, 4 de julho de 2010
Tour 2010
Como português, diria que começou péssimamente mal.
O trio luso ficou logo reduzido a um duo, devido á queda do Manuel Cardoso a meio do prólogo.
Dupla fractura (clavicula e maxilar) e inumeras mazelas, atiraram com ele para o hospital de Roterdão e a sentença foi inevitavel...já não alinhou hoje.
Rápida (e boa) recuperação, é o que posso desejar-lhe.
Quanto aos outros dois, espero que se livrem dos azares, e nada de mazelas, pois quero vê-los em grande nas 4 etapas dos Pirinéus, dentro de 2 semanas.
Como curiosidade, quer o Rui Costa, quer o Sérgio Paulinho, têm páginas neste mundo da internet.
Basta clicarem aqui nos seus nomes e logo encontram o que eles vão escrevendo sobre o dia a dia de cada um no Tour.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Doping mecânico????
Ahhhhh, também quero uma destas...ainda vou ganhar o Tour.
Onde irá parar a modalidade?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Marrocos 2010 - Em números...
Dias de viagem............................................................................29
Inicio da viagem......................................30-04-2010, a meio da tarde
Final da viagem.......................................29-05-2010, a meio da tarde
Kilómetros efectuados..............................................................5.345
Refeições em restaurantes.............................................................1
Refeições com comida comprada já feita e consumida na AC..........11
Gasto médio diário em alimentação.........................................12,45€
Gasóleo consumido............................................................446,81 Lt
Média de consumo..........................................................8,36 Lt/100
Gasto médio diário em combustivel..........................................11,48€
Preço do gasóleo em Marrocos entre 7,32Dh(0,678€) e 7,50Dh(0,695€)
Travessias, portagens e estacionamento (não de dormidas).....182,12€
Campings e pernoitas em parques de estacionamento.............151,67€
Consumiveis para a AC...........................................................28,12€
domingo, 30 de maio de 2010
Final da viagem
O relato está feito, fotos inseridas e seguir-se-á uma reformulação completa dessas 6 partes em que a viagem foi sendo dividida.
Agora, já foi possivel introduzir as fotos da visita á escola de Plage Blanche, que poderão ser vistas na Parte-3, dia 11-05-2010.
Dentro de dias, espero ter o trabalho pronto e ainda mais completo, pois ao reler agora o que fui escrevendo, vejo que há coisas "importantes" que passaram ao lado da minha escrita.
Aos que foram tendo paciência para ler e até para inserir comentários, apenas queria dizer que, a net em Marrocos é mesmo fraquinha...Hoje, em 3 horas em casa, consegui fazer mais do que faria em 30 horas lá por aquelas bandas.
Até breve
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Marrocos 2010 - Parte-6
Acordar, abrir a janela da AC e dar com aquele enorme e calmo lençol de água espelhada, foi a maneira de começar o ultimo dia de viagem
Passeio a pé até perto do local onde já tinhamos dormido em Abril 2009, mas ao qual agora não há acesso, pois entretanto o nivel das águas subiu e bem.
De seguida rumar até Monsaraz para ali almoçar enquanto apreciávamos a beleza do Alqueva
Depois, bem, depois foi o final da viagem até casa, com a agradavel surpresa do encontro casual com os nossos amigos e companheiros Nuno Pires e Susana, os quais vinham de carro e nos avistaram perto de Montemor.
Estivémos bem mais de uma hora na conversa e a ver fotos das férias, e, verdade seja dita...já tinhamos saudades de conversar em português com alguém...
Chegada a casa com 5.345 kms percorridos, sem qualquer problema, seja com a viatura ou com "estranhos".
E quando assim é...que venha a próxima grande viagem....em 2011.
Quanto a Marrocos, até um dia, pois, daqui a uns anitos, havemos de lá voltar.
28-05-2010 – MARTIL / TANGER / TANGER MED / ALGECIRAS / ALDEIA DA ESTRELA – 568 (5.107) kms
Dia do regresso a terras lusitanas.
Inicio de viagem ao longo da costa mediterrânea, entre Martil e Ceuta, a que eu chamaria Marrocos europeu.
De seguida, e porque havia de tratar dos formalismos para entrar em Ceuta, e depois idem, idem, para voltar a sair, limitámo-nos a ver o enclave espanhol "ao longe".
Seguiu-se a viagem até Tanger, para, como não podia deixar de ser, atestar o depósito, e apanhar o ferry para Algeciras...
Pois, só que...desde o dia 17, as ligações com Algeciras, já não são feitas através daquele porto, mas sim de um novo, chamado Tanger Med, onde yinhamos passado cerca de 40 kms antes...Enfim, toca de voltar até lá e apanhar o ferry, que agora demora menos cerca de meia hora, isto é, a travessia passa a ser de 55 a 60 minutos.
Mas, e voltando ao abastecimento de gasóleo, lá bati o meu record...1.068 kms com 82,72 Lt, o que dá uma média de 7,745 Lt/100...e com aquelas belas estradas nos dias 23 e 24...
Um alerta a quem fôr a Marrocos e entrar por Tanger, agora Tanger Med: não vão com o depósito de combustivel muito em baixo, a contar com uma bomba á saída do porto...
Nós, não vimos qualquer bomba entre Tanger Med e Tanger, e são mais de 40 kms que, apesar das belas paisagens, são de subidas e descidas acentuadas.
Passagem por Sevilha com paragem no Carrefour, para fazer mais abastecimentos para casa, e chegada já perto da 1 da manhã á Aldeia da Estrela, juntinho ao grande lago do Alqueva.
27-05-2010 – MARTIL / CABO NEGRO / MARTIL – 39 (4.539) kms
Dia muito idêntico ao de ontem. De manhã praia e mais praia. De tarde volta a pé por Martil, e depois saída com a AC até Cabo Negro com passagem pelo Marjane para umas compras já com destino a casa. Eis um video da praia de Martil, que nos dias aqui passados, mais parece uma piscina gigante, tal é a ausência de ondulação.
A 200 m do Camping Alboustane (N 35º 37,727’ W 05º 16,618´), uma praia espectacular, já em pleno Mediterrâneo, água com temperatura razoavel, limpeza da areia acima da média marroquina, e, quando as obras de remodelação paisagistica estiverem concluidas, fica dotada de um amplo e longo passeio, o qual, certamente, ficará a abarrotar de gente pela noite.
Dadas as condições aqui encontradas, decisão já tomada...só sairemos daqui 6ª feira de manhã, rumo a Tanger (com passagem por Ceuta), e para fazer a travessia ao fim do dia.
Ahhhhh, e aqui há Wi-Fi, se bem que só junto á recepção, mas isso fica para ámanhã. Portanto, pela frente, temos 2 dias para umas belas banhocas e trabalhar para o bronze. E ao jantar....lá se acabou também o verdinho. Agora restam as bejecas, e muitas...
Com o isco que me arranjaram, e já de noite, lá fui pescar á bóia e sem anzóis apropriados, ainda consegui fazer o gosto ao dedo, e apanhei 7 sarguitos... Foi um entretém até acabar com o isco, o que aconteceu já perto das 3 e meia da manhã.
Ao pé de mim, também esteve o gerente do camping, a pescar ao fundo e, que eu tivesse contado, a deixar lá ficar 3 chumbadas e mais tarde o guarda, que ainda apanhou uma solha.
E agora, cá estamos na cidade azul, precisamente no parque onde, em 2009, dormimos a nossa primeira noite em solo marroquino.
Continua a não ter local para despejar as águas sujas, e quanto á cassete, é mesmo nas casas de banho. Vale pelo sossego e ar bem puro do alto da montanha.
Curioso que, ao perguntar pelo local de despejo das águas cinzentas, foi-me sugerido....”lá ao fundo do parque...”.
Óbviamente, tive de dizer ao segurança, que eu não fazia coisas dessas.
Mais uma aventura de doidos, foi a minha opção de fazer a P4208 em direção a Arbaoua...TERRIVEL. Principalmente porque lá pelo meio, em Lalla Minouna, se é que se pode chamar povoação áquilo, segui pela direita, por esta rua...
Realmente, o gps dava-me indicação que eu seguia a 250 m da estrada própriamente dita, mas como, neste caso, não mandou voltar para traz, eu lá ia seguindo.
Toca de encontrar um buraco da agulha para fazer inversão de marcha, e vir á dita rotunda retomar o caminho correcto, se bem que em miseravel estado.
Depois foi tempo de tentar encontrar o El rei D.Sebastião, que terá desaparecido numa manhã de nevoeiro aqui em Alcacer Quibir
E realmente assim foi, aqui e ali com alguns buracos, estragulamentos motivados por deslizamentos, deformações enormes no pavimento, etc, etc, mas deu para andar bem. Os ultimos 60 kilómetros são tipo estrada de montanha, com uma subida interminavel e uma descida bem acentuada aqui em direção á cidade azul.
Pelo caminho mais umas dezenas de crianças com direito a “brindes”, e alguns a ficarem “doidos” com os bonés
Lá a tirámos e meti-a em cima da terra da berma...já que não me deixaram levá-la para Camarate...
Ao jantar, foi a vez de se acabar o nectar tinto...mas a fonte ainda não secou. Vantagem de ter uma boa arrecadação na AC e vir abastecido.
O problema com a máquina fotográfica mantém-se. Hoje ainda peguei em ferramentas para a abrir, mas logo a co-piloto saiu-se com: “olha que tens Chefchaouen para fotografar”....Bolas que falta de confiança.
Vamos ver o que se consegue fazer amanhã de manhã na nossa visita á antiga medina, mas penso que só em agente oficial é que talvez possa ter “arranjo”. Depois de almoço, e porque há dias disponiveis, seguiremos em direção a Martil, local que estava fora do nosso roteiro, tal como Ceuta, onde pensamos passar lá para 4ª ou 5ª feira.
E agora, 22 horas, tempo de dormir, porque, ou muito me engano, ou, tal como no ano passado, deveremos ser acordados lá para as 4 da manhã com o alto som vindo da mesquita...Aqui levantam-se cedo para rezar.
Perguntei a um como estavam as estradas P4201 P4214, e disse-me que “em obras nos primeiros 2º Kms mas depois os outros 65....estavam bons. Pois é...foram só 3 horas para fazer os 90 kms, qual deles o pior...é mesmo para evitar, e, neste caso, mesmo sendo eu um autocaravanista anti-autoestradas, recorrer á existente, pois pela nacional existente, deve ser cerca do dobro da distância.
Cá para mim, o chá que estava junto á viatura policial
Antes de Kénitra, foi tempo de percorrer estradas já conhecidas de 2009, e rever a bonita zona de Temara, e Rabat, com uma completa revolução de trânsito, em virtude da construção de uma nova ponte e a preparação do espectáculo de hoje do Julio Iglesias, com entradas a 600 Dh.
Em Kénitra, aproveitámos ter visto uma churrascaria, e lá vai disto...toca de ir comprar um “frango completo” por 80 Dh. Porque “completo”? Porque entendi que completo, seria inteiro...E era, mas, com a companhia de batata frita, arroz, 3 molhos diferentes e 4 pães marroquinos....
Quando vimos aquilo tudo em cima do balcão, íamos tendo um ataque cardiaco. De referir o excelente aspecto do estabelecimento, e aliás, só não optámos por almoçar ali mesmo, pois a AC estava mal estacionada, e podia haver crise.
Claro que, uns quilómetros mais á frente, e depois da brilhante informação do policia, arranjámos um local para almoçar, e não resisti a fazer uma foto...
Agora é hora de janta, e depois vou dar de comer aos peixinhos.
Objectivo cumprido, que é como quem diz, visitámos a Mesquita Hassan II, a tal que tem o minarete mais alto do mundo, com 200 m, e capacidade para 25.000 pessoas no seu interior, para além duma praça exterior que permite mais 80.000
Terminada a visita, regresso á AC, estacionada mesmo junto á mesquita, e por 20 Dh, que, por não me ter sido entregue qualquer recibo, nem sei quem teria ficado com eles... Pelo caminho, reparámos que, mesmo ali ao pé, no recinto da Feira Internacional decorria o 7º Salão Automovel, do qual, e por curiosidade, já tinhamos visto imagens na TV cá do sitio.
Assim, depois do almoço rápido no nosso hotel, lá fomos ver as máquinas voadoras Até aqui...
Até á Castrol ele faz publicidade...
De regresso ao camping, lá tivémos de voltar a atravessar o caos de trânsito de Casablanca...ainda gostava de saber o código de estrada cá deste sitio...penso que só deve ter um artigo: “SALVE-SE QUEM, E COMO, QUISER”.
Á chegada ao camping, e porque ainda era cedo, hora para um banhinho de sol no areal da “praia” e tempo de conhecer dois elementos do forum do “lemarocencampingcar”, Aliplage, filho do proprietário do camping, por sinal familia bem simpática e acolhedora, e um francês Patclau29, que, convidei para um moscatel, mas não apareceu....mais sobrou.
Ao jantar, voltámos ao sargo assado na brasa, pois havia um, já arranjadinho e no congelador, desde Plage Blanche.
Espero que esta noite seja tão calma como a de ontem....realmente este camping é optimo, e, entre todos os que conhecemos em Marrocos, é, de longe, aquele que mais sombras tem. Recomenda-se.
Pelo caminho, a curiosidade de, pela primeira vez, termos visto combóios por estas bandas, pois a via férrea, tem muitos kilómetros paralelos á estrada que une as duas grandes cidades, que são Marraquech e Casablanca.
Ao final da tarde, e ao ver as fotos do dia, algo de menos agradavel...a máquina, nas fotos de hoje, resolveu começar a introduzir umas manchas. Espero que tenha sido apenas impurezas na objectiva, a qual, entretanto, já foi objecto de limpeza.
Uma noticia agradavel, é o facto de haver wi-fi aqui no camping, embora, no local onde estamos estacionados, o sinal seja bem fraco.
De qualquer modo, também não irá servir para muito, pois irei juntar alguns dias até publicar novamente alguma coisa no blog.
Este camping, está localizado mesmo junto a uma “praia”....e escrevo a palavra “praia” entre aspas, pois apenas poderá ser considerada como tal, quando está maré alta, já que imediatamente a seguir ao areal, existe uma enorme extensão de rochas...
Mas, pelo breve passeio que lá fizémos hoje, até é bastante agradavel.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Marrocos 2010 - Parte-5
Aproveitou-se parte da manhã para carregar fotos no blog e ver com calma a caixa dos mails.
Após o almoço, e porque o calor apertava, foi a ida até ao Marjane, aproveitando o ar condicionado quer da AC, quer do próprio Hiper...e após o regresso, toca de ir até á piscina e apanhar uns banhitos de sol....bela vida.
Entretanto, e ainda de manhã, a tal outra viatura de matricula portuguesa, tinha saído..., mas voltou...e estacionou perto de nós, mas noutro local...de onde sairia já ao final da tarde. Uma hora depois de terem saído, o local ainda estava assim
E com este foram 2...se ficarem por cá 2 meses, são capazes de deixar o rasto em todo o parque...siga a banda que eu até nem sou de cá...
De tarde, e tal como ontem, muitos eram os remoinhos que se avistavam ao longe, para além das rajadas fortes de vento, se bem que hoje, ainda não houve pingos de chuva...
Se é que se pode chamar chuva a uma coisa caída do céu e que nem consegue molhar o chão.
Tempo para umas fotos do camping, vistas a partir do terraço do restaurante
Para o jantar, mais uma tajine encomendada aqui no restaurante, e que hoje foi degustada no interior do nosso hotel.
Tal como ontem, o criado de serviço
Esta era de borrego “salé”
isto é, com legumes, podendo em alternativa ser “sucré” com frutos...mas não quisemos arriscar)
E para variar, lá foi uma de verdinho, antes que acabem as férias e me sobre ainda “abastecimento liquido”.
Terminado o jantar, tempo de escrever estas linhas, que tenciono ir agora de seguida colocar no blog,
A partir de agora, a faltarem 10 dias para o final das férias, e a não haver wi-fi no camping onde tenciono ficar, perto de Casablanca, (curiosamente, era mesmo no dia 21 que desde o inicio estava previsto fazer a ligação Marraquech-Casablanca) creio que apenas já em casa poderei colocar mais alguma coisa, e neste caso será já o resto, da viagem.
Ámanhã, previsão ainda de uma banhoca aqui na piscina, e saída ao fim da manhã, direção Casablanca, onde, no dia seguinte, espero ter uma “guia” especial para ver a cidade...nem mais nem menos, que uma “vizinha” da Farmeville...
Pois é, a internet tem destas coisas, ás vezes aparecem conhecimentos onde menos se esperam, e que muito jeito podem dar.
Dia um bocadito cansativo. Andar em Marraquech, e no mês de Maio, com temperaturas de 41º, desgasta mesmo.
Taxi do camping até ao Centro de Artesanato, pelo valor de 60 Dh. Como éramos 2 casais, ficou por metade a cada um, com a curiosidade de que, os nossos companheiros serem, nem mais nem menos, que os da unica AC que estava em Tata na noite do dia 10.
Vale a pena a visita ao Centro de Artesanato, criado em zona histórica e rica em património
onde os preços são fixos, e podemos ver os diferentes tipo de trabalho a serem executados, sejam tapeçarias, artigos de pele, madeira, latão, etc etc...
Depois, visita pelo exterior á mesquita da Koutoubia, simbolo de Marraquech
Dali, e já com o calor a começar a apertar, direcção Praça Jemaa-el-fna, outro simbolo desta cidade imperial, e onde, aqui mais que em qualquer lugar, é necessário ter carta de condução de peões....sim, há que saber conduzir os nossos passos nestas ruas de trânsito completamente anárquico.
Ás 11 da manhã, a Praça já apresentava este aspecto
Pelo que é facil de concordar com quem diz que á noite, ninguém se consegue lá mecher.
Depois, atravessar um souk com as constantes tangentes de motos e bicicletas
a caminho do Palácio El Badia, onde, por 10Dh, é possivel ficar deslumbrado com as verdadeiras obras de arte que são os tectos ali existentes
nos pateos interiores, a arquitectura
mistura-se com a beleza de algumas flores
De regresso á Praça Jemaa-el-fna para ali almoçarmos, com o minarete da Koutoubia por fundo
Restaurante escolhido, e por precaução, pois “isto” ainda não está bom, ficámo-nos por pizzas e água mineral...sei que parece esquisito, é é, mas teve de ser assim, antes que houvesse retrocessos na recuperação.
Depois, e para ajudar á digestão, fizémos uma incurssão pelos souks a caminho do Museu de Marraquech.
Já tinhamos ouvido falar destes souks de Marraquech, mas uma coisa é ouvir, outra é passar por eles
É um mundo de labirintos, onde, mal saímos da rua principal, logo tinhamos de para lá voltar, pois imediatamente se perde a noção do rumo desejado.
É o constante bombardeamento para “entrar e ver”, que já nem nos afecta, pois, pura e simplesmente, sigo em frente e nem dou trôco, caso contrário, já não nos largam.
Apenas num local, estive tentado a fazer negócio
Mas faltava aqui a bela da “bejeca” portuguesa...
Seguiu-se a visita ao museu, e optámos só pelo museu, pois ainda haveria que regressar ao centro de artesanato, onde o taxi nos esperaria ás 16 h.
Do museu, pouco para dizer
Ah, no museu havia cartazes onde se lia ser proibido tirar fotos...toda a gente tirava...fiquei sem saber onde é que realmente era proibido “dar ao dedo”...
Para regressar, tentei saber de um caminho que não obrigasse a atravessar os souks...mas esse era mesmo o caminho mais directo. Imaginem, o caminho mais directo, ser pelo meio daquele labirinto... Lá teve de ser, e aproveitámos para usufruir daquele fresquinho que por ali se sentia, em contraste com os sufocantes 41º que estava a céu aberto...e ainda estamos em Maio.
Nova passagem pela Praça já nossa conhecida, onde ainda descobrimos um cantinho muito do agrado da minha co-piloto
Onde chegámos a tempo de ainda inserir as fotos de dia 16, que ontem á noite não tinha sido possivel acabar de inserir.
Quando chegámos á nossa casinha, ao nosso lado estava um furgão transformado de matricula portuguesa.
Quando por ali apareceram os seus ocupantes, cumprimentámos em português, tendo.nos respondido em francês. Era estranho, tanto mais que á pouco, cerca das 22h 30m, ele esteve a falar ao telemovel em português e durante alguns minutos...Menos estranho, se disser que, ás tantas, despejou águas cinzentas para o local onde está estacionado...e a menos de 20 m dos locais, e são logo 3, para o fazer.
Comentários? Por mim, no coments
Depois da tareia de hoje, e porque a calendarização assim permite, resolveu-se ficar por aqui mais um dia, aproveitando para recuperar energias e ir á tarde ao Marjane mais próximo, e depois sim, seguir para Casablanca.
Para o jantar, encomendámos aqui no restaurante 2 tajines
que nos disseram ser individuais....pois, comemos e bem, e ainda sobrou ¾ de uma. Estavam muito boas, uma de carne de vaca, e outra do tipo almondegas pequeninas em molho de tomate, mas, aquela de Sidi-Ifni, ainda continua no lugar mais alto do podio.
Ahhhhhh, e porque já temos pouca água mineral (ganda desculpa), foram regadas com o nectar tinto...
Quanto ao Gandini, já sei que anda por aí em 4x4, mas ainda não o vi, tal como também não conseguir ver ninguém das tais duas AC’s com o logotipo do forum, uma porque entretanto já seguiu viagem e outra porque a vejo sempre fechada.
Já no Camping Le Relais de Marraquech (N31º 42,458’ – W 07º 59,390’), muito bem composto de utentes, já que só AC’s são mais de 20, e pelo menos há mais 2 que são também do fórum www.lemarocencampingcar.com, pois já vi os respectivos logotipos.
Aliás, verdade ou não, fui informado na recepção, que ámanhã de manhã, vai chegar aqui o grande mentor desse forum Jacques Gandini, também autor da “biblia” Campings du Maroc, muito usual ver nas mãos dos autocaravanistas que por cá andam, eu próprio incluido.
Bem, a noite passada, foi péssima, foi mesmo demasiado má, tendo chegado a pensar que as férias iriam terminar mais cedo...
Apesar da noite fresca, muitas foram as alturas em que suei e bem.
Continuamos sem encontrar explicação para o sucedido, mas á cautela, hoje, quer ao pequeno almoço, quer ao almoço, toca de tomar Ultra levur.....primeiro toma-se para acabar com a “prisão”, agora é ao contrário.
Ao sair da AC, eis que tivémos uma surpresa...mesmo ao nosso lado, esta viatura
Certamente chegaram durante a noite, e não chegámos a falar com eles, pois arracámos de lá ás 9h30m, e ainda tinha os vidros todos tapados.
Em Sidi-Moktar, aproveitar para atestar o depósito da casinha. Desta vez, 76,5 Lt para 889 kms, o que dá 8,805 Lt/100 kms.
Preço? Caríssimo......0,67 €/lt...uma rôbalhêra...
A estrada entre Essaouira e Marraquech, anda a ser alargada...se fosse em Portugal diria que era para fazer uma SCUT e pregar-lhe com portagens, mas aqui não sei.
Existem troços em que temos de fazer constantes desvios por causa das obras, mas com calma e sem stress tudo se passa.
Neste momento, são 16,30 hor. as aqui em Marrocos, tal como no ano passado, temperatura elevada em Marraquech, tempo abafado, mas parece que já começo a sentir melhoras.
E então não é que, neste exacto momento, acaba de “aterrar” aqui atraz de nós, a tal moto de anteontem? Quem diria que, depois de nos termos cruzado naquela estreitissima estrada de montanha, aquando da ida para Agadir, ainda nos viriamos a reencontrar.
Como neste camping há wi-fi na zona do restaurante e piscina, vou agora tentar colocar no blog, esta 5ª parte da nossa viagem.
Para amanhã, já temos saída marcada ás 9h 30m, em taxi até ao centro de Marraquech, para por lá andar a vadiar grande parte do dia, assim o tempo o permita, pois aqui nesta terra, e a ver pelo ano passado, tudo pode mudar em menos de nada....por experiência própria, em menos de uma hora, levámos então com temperaturas de 45º, tornados, tempestade de areia, e chuva torrencial...
Só espero que as melhoras que vou sentindo neste momento, não desapareçam até amanhã.
17-05-2010 – AGADIR / ESSAOUIRA – 174 (3.490) kms
Ao levantar, desagradavel surpresa.
Sem poder ainda identificar qual a causa, aqui os belos dos intestinos, resolveram dar dôr de cabeça.
Não acredito que tenha sido pelo comprimido tomado ontem á noite (pois já andava há 3 dias, completamente “preso”, pois, por vezes, chego a tomar 2 desses e não me fazem qualquer efeito...
Mas também não creio que seja por alguma coisa que tenha comido, pois a alimentação dos dois tem sido idêntica e só eu é que estou com problemas...mas que aconteceu alguma coisa, lá isso aconteceu.
Bem, pela manhã, passeio pelas ruas e jardins de Agadir, com destaque para o “La Vallé des Oiseaux”, a que eu chamaria um mini jardim zoológico.
De entrada livre, andar naqueles caminhos traçados por entre as jaulas
As cerca de 3 horas de caminhada ao longo das ruas de Agadir, deixaram mossa...Se isto já não estava bom, acho que ainda ficou pior, começando a sentir bastante cansaço.
Pelo caminho, o rever a cooperativa feminina Thimgarine
Aproveitámos para descansar um pouco até á hora do jantar, e bem falta me fazia...
Depois da janta, a invitavel visita á medina...o reviver aquelas estreitas ruelas, que tal como no ano passado, continuam a fervilhar de gente.
Mais algumas compras, e regresso ao hotel, para estas curtas linhas, pois a disposição também não dá para mais.
Espero que ámanhã seja melhor
16-05-2010 – TAFRAOUTE / ÂIT BAHA / AGADIR – 171 (3.316) kms
Noite super calma, silêncio absoluto
Manutenção da AC feita, e fomos á procura das “babouches”. Estava dificil de as encontrar, e foi preciso descobrir o souk para deliciar a vista com várias barraquinhas recheadas dessas obras de arte.
Inicio da viagem com estrada em muito mau estado, o que ainda levantou apreensões, pois essa era a via a seguir durante cerca de 150 kms.
Depois lá melhorou, embora continuemos com a sina das estradas estreitas.
Pelo meio, a cedência de precárias estruturas de antigos edificios
Bastante sinuosa e com inumeras subidas e descidas, apareciam povoações onde menos se esperavam, e perfeitamente dissimuladas na paisagem.
Umas mais pequenas
felizmente que do lado do motorista...porque se fosse do “outro lado”...os Xanax’s tinham de entrar em acção.
Tal como ela disse, “qual Covas do Monte, qual quê? Ao pé disto, é tudo plano...”
Confesso que, eu próprio, para poder apreciar a beleza das paisagens...tive por vezes de parar mesmo, pois a estrada era muito estreita, e não havia margem para qualquer erro...A minima distração podia causar graves dissabores.
E de repente, a 16 kms de Ait Baha, ali bem á nossa frente
Este bólide com um casal alemão, também eles á descoberta de Marrocos.
Com jeitinho lá nos cruzámos e seguimos até encontrar um sitio para estacionar, afim de almoçarmos.
Lá encontrarmos uma zona mais larga, do lado oposto a uma velha argânia
junto a cujo tronco se encontrava um confortavel banco construido em pedras, sabe-se lá há quantos anos, e que serviu, com a ajuda de uma pedra e algumas peripécias pelo meio, para testar o automatismo da nossa maquina fotografica
E do meio do nada, mais uma surpresa, uma aldeia, Had Ait Mzal, banhada por uma represa, com um consideravel volume de água
Á chegada a Agadir, uma visita ao Marjane (N 30º 23,685’ – W 09º 34,888’) para reabastecimento alimentar e vinda até ao Camping Municipal (N 30º 25,464’ – W 09º 36,502’)
Como ainda era cedo, passeio até á praia, a escassos 300 m daqui.
O municipio, como entidade gestora deste espaço,faz-se valer do facto de que o camping mais perto de Agadir, Atlantic Park, fica 27 km a norte, e como tal, pratica taxas nada habituais para Marrocos, embora abaixo das europeias.
Já agora, diga-se que duches de água quente, aqui no parque, não há. Nada que nos preocupe como é óbvio, pois estamos sempre bem servidos, mas dá para ver a “qualidade” dos serviços aqui prestados.
Ámanhã de manhã, visita á cidade, e logo veremos se continuamos por cá mais um dia, ou se subimos até Essaouira, onde pretendemos revisitar a medina.