DE PASSAGEM...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Dias 36 a 38 - Pelos Fiordes, até ao Sol da meia-noite...

Dia 36 – 12/05/2012 – Bryksdal (N) / Hellesylt (N) – 103/8.710 km
Realmente, os caminhos até ao glaciar, eram autênticas auto-estradas, se compararmos com os do Pulpit Rock.
E uma habilidade da fotografa...cuidado com a ilusão de optica :)
Não tenho assim tanta força como isso...
Junto á frente do glaciar, de vez em quando, os barulhos do tipo trovões, eram o sinal de desmoronamentos de blocos de gelo, não ao alcance do nosso raio de visão.
Após o almoço, seguiu-se uma curta ligação até Hellesylt, onde nos encontramos (N 62º05’01’’ E 06º52’16’’), na companhia de uma autocaravanista francesa....a viajar sózinha, e de um casal italiano
Entre Stryn e Hellesylt, ainda deu para ver uns veados a pastar, perto da estrada.


Dia 37 – 13/05/2012 – Hellesylt (N) /  Bergoysund (N) – 311/9.021 km
Dia muito farrusco, mas que não impossibilitou de dar trabalho á maquina fotografica J
Passagem por Alesund...
Domingo, dia de se vestirem a rigor J
Estrada para a Trollstigen fechada,
e por isso alteração ao percurso previsto, seguindo de imediato para Vestnes, afim de apanharmos o segundo ferry do dia, em direcção a Molde.
Pena que as condições climatéricas não fossem as ideais para disfrutar a 100% da beleza da Atlantic Road.
Ficamos com a sensação de andar a saltitar entre as ilhotas
Passagem pelo Atlantictunnel
E mais tarde, por erro de “navegação” pela Gjemnessund, a maior ponte suspensa da Noruega.
De seguida, foi a vez da Ponte de Bergsoysund, no final da qual, (N 62º59’21’’ E 07º52’56’’) um parque de estacionamento com area de lazer, nos esperava para pernoitar, conjuntamente com uma auto-vivenda suiça.
Após o jantar e aproveitando a presença de um grupo de pescadores, resolvi ir também tentar a sorte...
Não sei se por ser dia 13 de Maio...mas parece que houve um milagre...ou melhor três milagres J
A parte negativa, foi, após ter tirado o primeiro peixe, e por sinal, também o maior deles, ter vindo até á Tuguinha, para a foto da praxe....e...ter partido a cana... L
Depois, tive de recorrer á velhinha cana de pesca que ultimamente tem servido de mastro para a bandeira nacional, nas provas de ciclismo, e com muito cuidadinho lá consegui ainda tirar mais dois J...para desespero da minha co-piloto.
Realmente, a sorte acompanhou-me na pescaria, pois já deu para ver, que não me encontro devidamente equipado, nem a nivel de cana, nem das amostras, para este tipo de pescaria que por aqui se usa.


Dia 38 – 14/05/2012 – Bergoysund (N) / Floan (N) – 233/9.254 km
Dia de sol, em completo contraste com o de ontem, mas onde a neve começou a regressar mais em força, quem sabe para nos relembrar do que nos espera lá mais para cima.
Visita a Trondheim, uma bonita cidade, com uma magestosa catedral, ruas amplas e uma espectacular e bem cuidada zona ribeirinha, onde se podem observar as construções tipicas assentes em estacaria de madeira, dentro de água.
Ainda vou ter de perguntar a alguém, o porquê da epidemia destas calças na Noruega... J
Já vimos milhares...
Porque ainda era cedo, e embora a dormida estivesse prevista para Trondheim, resolvemos continuar viagem, pois já começa a ser dia até quase á meia-noite....e ás 3 da manhã, já a luz volta a entrar por tudo quanto lhe seja acessivel.
Chegados ao local escolhido para pernoita, Floan (N 63º32’29’’ E 10º48’45’’), a confirmação de que se trata de um autentico paraiso...apenas as pequenas ondas a rebentarem perto de nós e alguns passarinhos que teimam em não ir dormir J
Estamos numa pequena zona de estacionamento, junto á ponte em madeira que dá acesso á fortaleza de Steinvikholm, construida entre 1525 e 1532, na altura das lutas pelo poder, entre os reis da Dinamarca e da Noruega.
A seguir ao jantar, ainda fui testar a nova cana...pois é, não resisti a ir equipar-me...cana pequena, com cerca de 1,5 metros, com maior rigidez, e as tais amostras com 40 gr...
Rápidamente “saltaram” mais dois para o congelador, pois eram pequenos...caso contrario...ainda tinha e ir dormir na rua ;)
E hoje nem tv nem net L

9 comentários:

victor nascimento disse...

Ora aí está um bom futuro que arranjas-te, dedicares-te à pesca, só tenho pena da Bia ter que tratar da Bicharada.
Quanto às calças, será que o Scolari foi para a Noroega?
Continuação de boas férias e boa Viagem. Um grande abraço

luis, linda e companhia disse...

Rica pescaria, com estes dotes esta mais que garantido uma presença como conselheiro do nosso presidente na proposta de expansão marítima........
Fotos espectaculares em cenários maravilhosos, força Amigos

João Morgado disse...

Olá Vitorino & Cª

Excelentes fotos e a estrada do atlântico é espectacular. Já havia o salta-pocinhas agora há também o salta-ilhotas. Quanto à arte pescatória anda a fazer concorrência à nossa frota pesqueira (ainda existe?).

Um abraço e continuação de boa viagem.

ANTÓNIO RESENDE disse...

Já sabia que ias aproveitar ao máximo essa maravilhosa viagem.
A cana de pesca não é a que eu coloquei a bandeira nos Pirinéus? E pesca???
Votos de que nas Lofoten tenham bom tempo. O que vão pagar no Ferry compensa o desgaste e diesel do percurso por terra.
O meu abraço
A R

Luis Almeida disse...

Vitorino & Bia,
Fotos espetaculares, para um relato 5*****.
Votos de continuação de boa viagem.

david estrela disse...

parabéns pela pescaria,mas.....''oh cavalheiro importa-se de me mostrar a sua licença de pesca'' ????
boas fotos novamente!
um abraço
david+marilia

Duarte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Duarte disse...

Aqui vai agora sem erros
Espero que tudo corra como projectaram e espero que esses mapas do tomtom estejam a bulir convenientemente.

Anónimo disse...

Vivam

" Ainda vou ter de perguntar a alguém, o porquê da epidemia destas calças na Noruega... J "

Passo a explicar, as calças caracterizam os finalistas do secundário,as calças são usadas na chamada semana académica,enquanto os nossos jovens se vão divertir para Loret na Noruega têm este costume um tanto ou quanto estranho.(fonte-minha nora que por sinal é Norueguesa-Trondheim).

Continuação de uma boa viagem

Teresa Malheiro